Muito me surpreende a rivalidade que existe entre os sexos. Entre todos, mas estou refletindo agora sobre homens heterossexuais e mulheres heterossexuais. As relações ocorrem num imenso rio de ambivalência. Ao mesmo tempo que desejamos o sexo oposto, rivalizamos com ele, desprezamos muitas de suas atitudes. Sentimos sua falta se não o contactamos muito, mas se convivemos muito normalmente não o compreendemos de forma alguma. Lê-se compreensão aqui como a atitude de se colocar no lugar do outro e entender de seu ponto de vista a lógica de seu jeito de ser, e aceitar esse jeito. Algo bem parecido com empatia.
Quer me parecer que esse estado de coisas não é muito favorável a ninguém, de modo que seria melhor nos darmos conta do que é que influencia nossos sentimentos e julgamentos em relação a esse outro radical que é o sexo oposto. Estou aqui refletindo sobre algumas coisas que percebo em ambos o sexos. Devem existir outras coisas e talvez algumas percepções minhas sejam viciadas, mas talvez não muito.
Nós homens experienciamos muito mais desejo sexual do que as mulheres no dia a dia, no cotidiano. Já vi pesquisas que de alguma forma mediram quantas vezes por dia homens pensam em sexo e descobriram que é um número muito superior ao número das mulheres. Também estamos mais disponíveis para experiências sexuais. Isso é óbvio, não precisa pesquisa para convencer ninguém, eu imagino. As causas disso é que são controversas. Alguns citam a natureza, outros citam a cultura. Eu percebo nas duas instâncias um encorajamento maior para os homens sentirem o desejo sexual. Na natureza talvez seja mais controverso, mas percebo na biologia masculina uma necessidade sexual mais imperiosa, mais presente. Isso percebo nas reaçõs que julgo causadas pelo hormônio testosterona, presente em doses 10 vezes maiores nos homens que nas mulheres. Já vi um caso de uma mulher que precisou tomar doses desse hormônio e que relatou somente pensar em sexo o dia inteiro. Outra diretiva da natureza é a observação dos animais, onde na grande maioria das espécies os machos são mais disponíveis sexualmente. As fêmeas somente estão disponíveis em épocas limitadas (cio) e com não muitos parceiros, pelo menos não tantos quanto os machos. No nível da cultura é desnecessário dizer, é óbvio que os homens são encorajados a manifestar seus desejos muito mais do que as mulheres. De modo que, sendo verdade ou não (acho que é) que nossa natureza encoraja os homens ao sexo mais do que as mulheres, nossa cultura assim o faz definitivamente.
E aqui estou eu andando pela rua carregando milênios de evolução biológica e cultural. Sinto desejo por cada mulher bonita que passa por mim. E coisa que incomoda: essas mulheres que desejo não se interessam por mim, na grande maioria das vezes. Não se mostram disponíveis. Ora, isso incomoda. Penso: como podem ignorar esse desejo, como podem estar tão alheias a isso? E dá uma certa raiva. Vem daqui uma das fontes de ressentimento dos homens em relação às mulheres. Parece que ser desejado é melhor que desejar. Daqui vem um sentimento pouco reconhecido: a inveja. Nós homens sentimos inveja das mulheres, porque estão normalmente numa posição muito mais cômoda, a de serem desejadas. Desse sentimento vem um despeito e me parece vir daqui a atitude um tanto agressiva dos homens com mulheres desconhecidas, aquelas cantadas obscenas que certamente não ajudarão o homem a realizar seu desejo. Se um homem vê uma mulher que o interessa, certamente ele tem muito mais chance de conseguir algo com ela se tratá-la com delicadeza. Mas não é o que vemos pelas ruas, a atitude de “mexer” com as mulheres sugere muito mais uma vingança do que uma tentativa de persuasão. Isso não é nada consciente para os homens, mas é como se pensassem: “tudo bem, eu te desejo e você não me deseja, você não me quer, então toma uma afronta: kjgg%¨#&¨#%RFF!”. Eles sabem que isso desagrada as mulheres (pelo menos a maioria delas) e se deliciam com seu desagrado. Para mim é obviamente uma vingança. Seria necessário que os homens se dessem conta desse ressentimento. É difícil lidar com a frustração de não realizar nossos desejos plenamente, mas se são nossos desejos então nós é que devemos nos responsabilizar por eles. Podemos lamentar o estado das coisas, nossa situação cultural de milênios de repressão da sexualidade feminina, podemos questionar isso. Mas devemos lidar com nossa frustração de forma mais honesta.
A inveja é um sentimento normal, que não desmerece ninguém. Tendemos a invejar aquilo que não temos. De modo que homens sentem inveja das mulheres e mulheres sentem inveja dos homens.
Outra fonte de ressentimento dos homens diz respeito à maternidade, esse algo que parece bastante mágico. Isso gera inveja. Mesmo que eu não deseje ficar grávido, que eu não esteja disposto a pagar o preço da gravidez se me fosse concedido, mesmo assim a maternidade gera inveja. Dói escutar que sentimos inveja, mas sentimos. Nossa primeira experiência de dependência foi radical. Um dia (melhor dizer, alguns dias, alguns anos, muitos anos em alguns casos) dependemos completamente de uma mulher, nossa mãe. Fomos completamente vulneráveis em relação a ela, de modo que era ela a todo-poderosa. Parece que o sentimento de dependência vivenciado primariamente persiste e daqui, dessa fonte inconsciente e arcaica, deve vir algo do medo que os homens sentem das mulheres. Medo arcaico e desnecessário. Digo medo porque a repressão que as mulheres sofreram e sofrem só pode advir de alguma necessidade muito forte de controlá-las. E se sinto uma necessidade muito forte de controlar alguém, é porque esse alguém de algum modo me atemoriza. Seria necessário nos darmos conta desse medo também, para podermos deixá-lo fluir, ir embora rio abaixo, coisa que melhoraria em muito a harmonia do planeta. A situação que vivemos em relação ao controle das mulheres é absurda, ainda que muitos não vejam isso. O número de mulheres agredidas nesse planeta diariamente é chocante. Segundo dados das nações unidas, uma em cada três mulheres nesse planeta já foram ou serão violentadas de alguma forma por homens. E claro que muitas dessas são e serão violentadas diariamente, uma vida inteira. Isso é uma calamidade ignorada. Acho que se pudermos nos dar conta de nossos ressentimentos e aceitá-los, será melhor para todo mundo.
Então há ressentimento, inveja e medo entre nós. Em outras época eu não podia nem ouvir falar nisso, negava, me ressentiam mais ainda. Mas precisamos reconhecer o que é. E para que os homens reconheçam esses sentimentos é preciso que deles se fale com compreensão e que se reprima suas consequências, a violência. Mas é certo que do lado das mulheres há também muito ressentimento em relação aos homens, de modo que muitas se sentem tentadas a, quando percebem essas fragilidades masculinas, falar delas sem compreensão, usando-as para por sua vez se vingarem dos homens, dizendo de modo depreciativo: “têm inveja de nós, têm medo, são uns porcos mesmo!”, etc. Não percebem também seus próprios ressentimentos e medos e invejas.
Se ressentem da opressão sofrida pelo sexo feminino. Esse ressentimento é bem compreensível.
É curioso perceber como as mulheres se referem ao pênis, como tiram prazer em falar das “deficiências” do pênis, como se divertem quando podem juntar-se e comentar como alguns pintos são pequenos, como ficam moles logo. É patente o prazer de menosprezar os homens com seus pintos ansiosos e pouco resistentes. Ora, aí tem coisa. Me faz desconfiar fortemente que aquela inveja do pênis que Freud percebeu em meninas permanece inconsciente nas mulheres. Não que falte algo às mulheres, mas a menina pensa que falta e essa menina continua viva no inconsciente. É como o medo arcaico que os homens sentem das mulheres porque um dia uma mulher foi todo-poderosa em sua vida. Não é necessário mais. Podemos descartar esse medo. Assim também as mulheres poderiam descartar essa inveja que um dia tiveram, porque um dia o pênis foi sinal de poder, mas agora crescidas sabem que não é sinal de poder nenhum. Mas sabem isso apenas nessa superficial camada mental consciente. Dá para ver aqui como a percepção de algo que não temos (seja algo imaginário ou não) gera efeitos emocionais, sentimentos como inveja e ressentimento. E como esses sentimentos geram comportamentos, que fomentam a rivalidade.
Seria natural as mulheres se ressentirem de serem mais fracas fisicamente, pois isso as torna mais vulneráveis num mundo onde não reinam a paz e o amor. Parece que isso existe. Tende-se a menosprezar a força e não o mal uso dela. A força física me parece uma coisa boa por si só, desde que não utilizada para oprimir nenhum outro ser.
De que mais as mulheres se ressentem nos homens? Fiz um relato sincero do que eu como homem me ressinto ou já me ressenti em relação às mulheres. Seria o caso de as mulheres se abrirem também para sabermos do que se ressentem em nós. Porque o ressentimento não reconhecido gera agressão. Se alguém quiser colaborar sou todo ouvidos.
Alguém falou por aí que para um homem amar uma mulher ele precisa amar as mulheres e vice-versa. Reconhecer nossa rivalidade e seus motivos é uma forma de iniciar essa jornada. Pelo que vejo, de modo algum os homens amam as mulheres em geral. E menos ainda as mulheres amam e compreendem os homens. Elas têm mais motivos para não amar os homens em geral, porque a violência foi e é grande. Normalmente, quando vejo mulheres que tentaram compreender um pouco os homens, principalmente no que diz respeito aos desejos sexuais onipresentes dos homens, vejo apenas atitudes condescendentes. “Ah, deixe-os com seus desejos, são apenas animais!” Atitude bastante agressiva. E pelo que parece, agredimos quase sempre é para nos defender.
Compreensão de fato é muito difícl encontrar.
Pra início de conversa , acho que existe por parte dos homens, um grande desconhecimento por parte do desejo feminino. É verdade que os homens tem mais testosterona que as mulheres, óbvio, por isso eles tem mais pelos, mais músculos, voz grave e etc. Já imaginou a mulher com todos esses “atributos”?
A mulher tem menos testosterona, mas tem também, estrogenio, que também é responsável pelo desejo sexual.
A diferença é que desde cedo, o homem é estimulado a exercer sua libido, muitas vezes em decorrencia do medo que os pais tem de que eles possam se tornar gays.
E as meninas são estimuladas a oprimir esse desejo, porque será? E a maioria reprime mesmo, somos ensinadas, treinadas, desde bebês a nos reprimirmos.
Até mais ou menos, 50 anos de idade, eu pensava em sexo praticamente o dia inteiro, mas como fui treinada, bem treinada, sabia desviar esse desejo prá outras coisas, ou resolvia a parada. Mas nunca senti raiva de homem nenhum por não me desejar.
Acho que os homens são muito mal informados, sobre as mulheres, e o pior é que eles não se interessam nem um pouco , em entender melhor o universo feminino, talvez por acharem este mundo, superficial, fantasioso, já ouvi alguns dizerem isto.
E também por pura preguiça, pois para se aproximarem mais eles teriam que colaborar mais com os nossos afazeres, como: lavar roupas, limpar a casa, fazer comida.
Eles preferem achar que somos exageradas nas tarefas domésticas pois assim eles podem continuar na sua vidinha mansa.
A maioria dos homens não percebem, mas eles podem sair para o trabalho e outros afazeres tranquilos e serenos, sem se preocuparem como a casa vai ficar, quem vai cozinhar, quem vai lavar, quem vai cuidar do cachorro.
Nós mulheres temos inveja dessa condição sim, dessa liberdade, sim, mas para por aí. Mulher que tem inveja do pênis não é mulher, é sapatão.
A minha maior revolta é como os homens “usam” sua liberdade. Usam para oprimir, para estuprar, para violentar, para matar! E como são condescendentes uns com os outros. São todos assim? Claro que não! A vida das mulheres já é um massacre diário, imagina se todos fossem porcos como muitos.
Nossa , que exagero! Dirão muitos. É um massacre velado, muitas das vezes, como a maioria dos preconceitos no Brasil.
SE voce, andando pela rua for bom observador, poderá ver isto em todas as esquinas. Quer ver?
Uma mulher fazendo baliza, tentando estacionar o seu carro: todo mundo pára o que estiver fazendo, para ver se ela consegue, se não consegue eles falam: ah, só podia ser mulher. Se consegue eles fingem que não viram nada e continuam seus afazeres.
Numa loja, mesmo que a mulher tenha chegado primeiro, a primazia é para os homens.
No transito, por incrível que pareça, ainda tem neguinho, que tem a coragem de dizer pérolas como: vai pilotar fogão, dona maria. Já tá pra la de provado que é o homem, com sua irresponsabilidade e muitas vezes insanidade, o maior causador de acidentes .
E os maridos e namorados que tem a cara de pau de dizer, principalmente depois da lei seca: “sou muito mais eu bêbado, do que “ela” sóbria. Ah gente, pelo amor de Deus, acordem!
Vejam o que voces estão fazendo com sua liberdade!
Vamos ser mais cooperativos, nas tarefas domésticas, pois o fardo da mulher que trabalha fora e tem que cuidar da casa e dos filhos é muito , mas muito pesado!
Aí, ela chega em casa cansada, depois do trabalho, e ainda vai fazer comida pro folgado, que deve estar na frente da tv, tomando uma.
Aí, mais tarde na cama, exausta: amor, vamos deixar pra amanhã, estou com dor de cabeça hoje.
Então falam que a mulher tem menos testosterona e menos desejo. Que não liga para sexo, e blá, blá,blá.
As mulheres gostam de sexo sim, mas não é de dar umazinha não! Nós gostamos de sexo bem feito, com carinho, com respeito ás vontades de cada um.
Tem que ter maior aceitação das diferenças, mulher é mais sonhadora, gosta de sexo com romance, e não de puro sexo. Isto é uma diferença marcante!
Enquanto os homens, só pensarem em dar “umazinha”, as mulheres vão continuar sentindo que são meros objetos de desejo nas mãos deles.
Tici, Gostei muito de seu texto. Sinto muito do que você confessa (especialmente sobre sentir desejo por cada mulher bonita que passa por mim – rsrsrsrs).
Mas, cara… Quero deixar meu depoimento de louvor aqui pelo comentário de sua mãe! Mesmo não concordando com tudo…
Você pediu abertura das mulheres para comentarem.
Ângela, você deu uma aula!!!
Aula sobre gênero. Aula de sinceridade, aula de viver. Transpira vida seu comentário.
Deu aula para as próximas mulheres a comentarem aqui: sejam transparentes, abram seus braços pras pessoas que vocês amam. Com os medos e rancores, mas especialmente com amor. O comentário da Ângela é assim.
Vocês são uma família especial! Principalmente os que conheço mais: Ângela, Carol, Tici, João. Sou fã de vocês.
Um achado mesmo no meu caminho. Sinto-me demasiadamente honrado por vocês me permitirem brincar de chamá-los de ‘irmão’, ‘prima’!
Obrigado.
É isso aê irmão. A honra é toda nossa!
Seguinte, estou muito cansado de uma certa ladainha que escuto muito frequentemente das mulheres.
é assim: Ângela falou no texto aí em cima que mulheres gostam de sexo também e que o fazem quando há romance. e que os homens gostam é de dar “umazinha”. Repare o moralismo. Podemos ter várias motivações para transar. Destaco duas: uma é o romance, amor, intimidade. Outra é o desejo. Normalmente, mas nem sempre e cada vez menos, as mulheres transam mais por romance. Para os homens o desejo tende a ser suficiente. A ladainha é ouvir mulheres moralizando o desejo, chamando a transa movida mais pelo desejo de safadeza, incapacidade para o amor, “umazinha”. É como se a motivação romântica fosse superior à do desejo, fosse mais pura. De onde tiraram isso? Para mim o desejo é condição necessária e suficiente para o sexo. Eu não pago para transar porque para mim sexo precisa de desejo, mas não necessariamente de amor romântico, compromisso. As pessoas que moralizam dessa forma o sexo por desejo deveriam refletir mais e melhor.
Deviam entender que essa romantização do sexo é fruto da criação, e uma ótima forma de controlar a sexualidade das mulheres. “você não deve transar muito não minha filha. E só deve transar por amor, porque sexo é algo divino, algo criado por Deus e que deve ser purificado. E transar sem compromisso é perversão, coisa de homens e de animais!’
Que vontade de vomitar. Isso tem sido ensinado para as mulheres há alguns séculos e está muito vivo ainda, um pouquinho amenizado, mas vivo demais. Cada mulher deveria refletir profundamente sobre essas injunções recebidas direta ou indiretamente. Além de mentirosas, essas injunções limitam a sexualidade de muitas mulheres, reprimem demais.
No séc. XIX diziam que a masturbação causa coisas como epilepsia, loucura, fraqueza, degradação moral e etc. Que o coito interrompido era a degradação da família e da sociedade. Hoje chamam o transar por desejo de “umazinha”, safadeza, falta de vergonha… Tô muito cansado de ficar escutando esse moralismo. O texo aí da Ângela tem um pouquinho disso quando fala da “umazinha”, mas escuto isso quase que diariamente e dá maior preguiça.
Difícil ver um homem se abrindo dessa forma. Achei bonito o texto. Eu tenho inveja dos homens, tenho inveja de como vocês conseguem lidar com os problemas, da força de vocês e da forma que encaram a vida. Invejo também, porque vocês não foram criados da mesma forma que a gente. Sempre recalcadas, limitadas no querer e cumpridoras de tarefas domésticas. Quanto à questão sexual, tenho me libertado, então ando desejando homens com facilidade. Engraçado é que antigamente eu tinha umas frescuras com cheiros e tals, hoje em dia o que mais curto é o cheiro do homem sem perfume. Cheiro com feromônio e desejo. Obviamente que é muito bem me sentir desejada, olhada. Descobri isso depois quye comecei a andar de moto, os caras olham poor curiosidade, fetiche talvez. Antes eu ficava na minha, agora retribuo sorrisos, rio das cantadas. Tem coisa melhor? Ser desejada? Claro que umas cantadas imbecis, me deixam fula e essas cantadas são ignoradas.
Eu tenho aprendido a gostar dos homens de um modo geral, isso começou com alguns amigos que são muito mehores ouvintes que amigas, mais coerentes e menos fofoqueiros. O que percebo, pode soar preconceituoso é que a maioria das mulheres são descontroladas. Eu tmbém sou, mas muito menos que muitas. As mulheres de um modo geral são afoitas pra tudo, os homens pensam, ponderam e analisam antes de tomar alguma decisão, de falar ou de acusar, isso faz com que os homens sejam menos injustos que as mulheres. Outra coisa que invejo.
Em relação à rapidinha, sou totalmente à favor, e acho que a Ângela não soube se expressa bem, já que me incentiva na maioria das minhas aventuras sexuais. Talvez ela esteja dizendo que para muitos homens, somente uma rapidinha é suficiente. Tenho inveja dos homens nisso também, nós demoramos muito mais para atingir o orgasmo do que vocês. E isso tem haver com os tabus, com a forma que fomos treinadas pra fazer sexo somente com amor. Eu amo todo mundo enquanto estou fazendo sexo. Descobri essa fórmula e me permito sempre que quero. No mais acho que os homens são mais legais que as mulheres, tenho me surpreendido com isso cada dia mais. É claro que têm muitos psicopatas de todos os sexos, pra eu afirmar que os homens são mais legais que as mulheres, estou me baseando nos que eu conheço. E muitas coisas já posso ver desmistificadas em relação ao sexo oposto. Homem tem medo, homem chora, homem apaixona e às vezes tem TPM. O que precisam é somente entender um pouco mais sobre nossas aflições, nossas “histerias” . Nós falamos muito, e muitas vezes falamos sobre o mesmo assunto exaustivamente, essa é uma forma de tentarmos mudar e de nos encontrar. Percebo que isso gera impaciência em vocês. E até entendo o porquê, mas…acho que poderiam ser melhores ouvintes, e como diz a Fafá, interagir mais.
Daniel, você é primo-amigo-irmão, com muito prazer.
Olha Daniel, obrigada pelo “elogio”, mas eu acho que faltou dizer que sexo com amor= fantasia.
Isso mesmo, fantasia, existe sexo e prazer sem fantasia?
Nãaaaaao.
Não soube me expressar. É verdade qdo digo que as mulheres são bem treinadas para reprimir sua sexualidade.
Mas também, nós usamos uma fantasia, um subterfúgio quando estamos ovulando. Neste momento, frequentemente, confundimos amor com desejo, e isto faz parte da fantasia.
Tem muito mais para falar, mas como diz você, dá uma preguiça!!
Sobre mulheres dirigindo, fazendo baliza e sendo avaliadas por homens. Isso faz parte dessa rivalidade entre os sexos, mas não deve servir para estimular ainda mais a rivalidade. Sempre que eu me dispus a cortar um bolo numa festa, ouvi comentários de mulheres: “Ah, isso é coisa de mulher. ô fulana, pega a faca aí porque ele não vai saber cortar.” É normal isso. Domínios que por tradição são de um sexo são muito vigiados quando operados pelo outro sexo. Não é nada pessoal. Também as mulheres ficam de olho quando tem um homem no fogão, rs. É o trivial.
Pois bem, o que falar sobre tal assunto estou aprendendo com os comentários e me posicionando para ver se consigo perceber o que realmente penso,mas vamos la!! a vida anda muito corrida e é claro que homens e mulheres não são máquinas a verdade é que… Meu !curto mulheres pra caramba e sinto cada vez que vejo uma vontade enorme de te-las e acaricia-las são frageis e fortes belas e feras!!
Amo vcs mulheres!!!
Quanto aos comentários, são apenas opiniões!!!
Cláudio