nossa, eu estava aqui imaginando um titulo pro texto e pensando (porque tem um campo para titulos, entao pensamos que temos que dar um titulo ao texto, simplesmente passamos a vida toda pensando em titulos para tudo, para nosso sair de casa, etc, etc, etc. Ate´ damos titulos a nos mesmos. “Eu sou o Ze´ do Bueiro!” “Eu sou o Joao das Coves!”, etc, etc, etc. Somos mas e´ um texto inintitulavel. Talvez haja tipos de textos que sejam legitimos entao para designar uma pessoa. Sua vida merece um nome de filme de terror? de amor?porno? Ate´ isso fica dificil. O meu tem amor, tem porno, tem comedia, tem ficçao cientifica (uma ficçao e´ meu carater tranquilo, porque quando perco do meu irmao no video game fico possesso. E´ verdade, tenho que admitir. E´ mais forte que eu!) enfim, tambem nao pode haver nada pior que esse teclado desconfigurado, enfeiando meu texto, ou a imagem que tenho de um texto bonito, que agrade os dignissimos leitores.
Entao eu pensava que o nome do meu texto nao devia ser Lost porque nao e´ meu texto um tratado reflexivamente construtivo. E se alguem fosse pesquisar Lost no google ia cair nesse texto que e´ mais uma viajaça~o que tudo atualmente. Se e´ que antes nao era mais viajaçao ainda; o que eu achava que era serio. Discutia com muita, por assim dizer, bricolagem. Entao eu nao deveria deixar Lost como titulo. Huashuashuas, estou paranoico, com medo do google, com medo que com meu texto afasico possa manchar a idoneidade do google. Nao sei se estava com baixa euto-estima ou megalomania. Dificil tb dizer que megalomania nao e´ a mesma coisa de baixa auto-estima. Quanto mais megalomania, menos auto-estima. E assim sucessivamente, quanto mais o sujeito se vangloria menos gosta de si mesmo. Ate nos, que nao somos megalomaniacos, que nao temos baixa auto-estima(!!!) fazemos propaganda de nos mesmos. Entao cada propaganda e´ a mesma coisa que a baixa auto-estima equivalente. De modo que onde nao houvesse baixa-estima absolutamente, ali nao haveria vida, nenhuma expressao, nenhuma afirmaçao. A megalomania e´ a dicotomia da extrema baixa-estima e elas se encontram na morte.
Mas tudo que ia dizer, antes de me deparar com a necessidade ou impulso de escolher um texto, era uma tentativa de expressar o extremo paradoxo que e´ o Sawyer, do Lost. As veze acho que ele e´ bom, apos ele praticar muitas coisas que acho assim, legais. Entao ele faz uma malcaratice eu penso: uai, mas o Sawyer nao era bom? E concluo que ele e´ mal. O que pode ser bastante injusto, de um ponto de vista. Imagine que voce tem um amigo. Entao um dia ele te rouba, foge com sua mulher, o que for. Se uma vez te roubas, tens o bastante para entitula´-lo ladrao. Mas esqueces que de vinte vezes em que se encontraram ele so te roubou em uma. Nas outras trinta e nove foi nao-ladrao. Entao me pergunto quantas vezes seriam necessarias para fazer o verdadeiro ladrao, 50% + 1? Se uma pessoa surtar duas vezes iremos dizer que ela e´ definitivamente louca? E todas as outras vezes que ela nao surtou, vamos ignorar. O que precisa um homem para conquistar uma mulher? Ser mais vezes seguro que inseguro? Ser sempre seguro? Parece que esta ultima e´ a que povoa o imaginario masculino, ser sempre seguro. Isso parece bem escrutrado na masculinidade. (Que palavras engraçadas! As juntei apenas porque ficaram belas assim no visualizar a frase. Espero que tambem tenham sentido. Se bem que se elas vieram e´ porque algum sentido deve ter, senao para os outros, pelo menos para mim, que sou de quem a palavra esta saindo agora. O meu agora, porque o seu agora e´ o meu futuro. E o meu futuro, e´ o seu agora. Eu tambe´m terei um agora quando voce estiver lendo isso, mas e´ outro agora desse agora em que escrevo. A-g-o-r-a. Diz que a´gora-fobia e´ medo de estar em publico, medo da praça publica, que na Grecia chama-se agora (com acento no “a”, a´gora. Eis o parenteses mais inutil da historia dos parenteses. Inutil nao, nocivo, porque alem de dizer com todas as letras o que nao quis dizer fora do parenteses, ainda fcia gastando masi espaço ainda, mais de 3 linhas, o que e´ muito mais que admitimos para um reles parentese). E como agora e´ o momento presente o medo do publico e´ o medo do momento presente. Toda fobia e´ agora-fobia. Os jogos da linguagem sao o verdadeiro conteudo da loucura. Assim como o megalomaniaco se leva a serio demais, a loucura sao os jogos de linguagem levados a serio demais.
“Warning: Your computer is infected”. E´ o carai, essa mensagem esta chegando aqui e ja me fez reiniciar o computador duas vezes no meio do texto, por isso esta ele assim (ele o texto), sem que nem praque. E sem acentos nas palavras. E´ o virus, socorrrrrroooooooo! Ele esta´ me engulindo, mesmo dentro de mim esta me engolindo, de modo que vou virar ele. E ele vai virar eu. E´ a loucura.
Dizia que Sawyer e´ inescrutavel. John Lock tambem. Lost, lost, lost, lost.

